A Polícia Civil investiga um plano ilegal de coleta e venda de sangue de gatos para uma clínica veterinária de São José do Rio Preto (SP). Cinco pessoas são suspeitas de envolvimento — entre elas, um estudante de veterinária de Bady Bassitt, que foi detido em flagrante no sábado anterior (04/10/2025).
O grupo é investigado por maus-tratos a animais e exercício ilegal da profissão. Com eles, foram confiscadas aproximadamente 100 ampolas de sangue felino.
Resgate de animais
De acordo com a Prefeitura de Monte Alto (SP), sete gatos e um cachorro foram resgatados na casa usada para a extração clandestina do sangue. Os animais foram direcionados para atendimento veterinário e precisam ser colocados para adoção.
A ação iniciou depois de uma denúncia feita por uma moradora, que recebeu uma mensagem disponibilizando R$ 50 por animal para retirada de sangue. A denunciante fingiu interesse, conseguiu o endereço e chamou a Guarda Civil Municipal.
No local, as equipes encontraram seis gatos desacordados, equipamentos veterinários e frascos com sangue já coletado. Nenhum dos presentes tinha formação em medicina veterinária ou autorização legal para fazer o procedimento.
Uma das fêmeas recolhidas foi diagnosticada com Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV), doença incurável que compromete o sistema imunológico dos gatos.
Suspeitos e investigação
Foram apreendidas três pessoas:
C.F.T., 37 anos — estudante de veterinária, de Bady Bassitt;
S.R.O., 50 anos — aposentada, de Monte Alto;
A.A.A.R., 42 anos — empregada doméstica, de Monte Alto.
Os suspeitos foram direcionados à Cadeia Pública de Pradópolis. Ambas mulheres foram liberadas depois de audiência de custódia, mas o estudante continua detido — o flagrante foi convertido em prisão preventiva.
Outros dois investigados, um operador de Bady Bassitt e um autônomo de Rio Preto, prestaram depoimento e respondem em liberdade.
De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos afirmaram trabalhar como freelancers para uma clínica veterinária de Rio Preto, que teria encomendado o sangue para uso comercial. A investigação busca comprovar essa relação.
Outro lado
Em comunicado, a clínica de Rio Preto informou que “repudia veementemente qualquer forma de maus-tratos a animais” e negou envolvimento com práticas ilegais. Afirmou que a coleta de sangue animal é comum e legal no país, obedecendo normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária e da legislação de proteção animal.
A defesa declarou ainda confiar no devido processo legal e explicou estar à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
O caso continua em apuração através da Delegacia de Monte Alto, com apoio do Plantão Policial de Jaboticabal.
Com informações de GazetaInterior


